domingo, 26 de janeiro de 2014

Noite [2003]

Na altura em que o mundo estremece silenciosamente sob os sonhos mais íntimos e sedutores, acordando todos aqueles que não sobrevivem à vida projectada. Enquanto os vivos dormem, sonham e ouvem o subconsciente, os mortos vagueiam pelas mentes abertas, fechadas ou isoladas, lendo-lhes os pensamentos mais guardados, abrindo-lhes as portas a outras mentes... os medos mais obscuros são revelados à escuridão da noite... aos que os querem ouvir, sentir! Mas nem todos os mortos vagueiam à noite... os mortos imortais vagueiam durante o dia nos pensamentos humanos, nas canetas, nos livros... estes mortos perduram nos seus feitos... não precisam da atenção dos adormecidos!


Preciso de ti [2005]

Preciso de te ver, de te tocar, de te sentir, de te cheirar,
Pois o amor é a vitória infinita,
É a sobreposição extrema de dois corpos, duas almas.
Sinto-me em ti e sinto-te em mim neste mundo
E já nada faria sentido se não fosses tu
Pois tu és ar, mar, fogo, céu, infinito ardor,
És a dor que magoa a tua ausência
És o êxtase que provoca a diferença
A diferença entre querer e ter-te,
Entre gostar e amar-te, entre amar-te e amares-me!
Sem ti sou o vazio que se apodera do silêncio frio
Sem ti sou a chama sem calor, o provar sem sabor
A asa que não voa.
E sim, tu deste-me as asas da felicidade
Permitiste-me voar mais além, sorrir mais um pouco, olhar em frente!
Amo-te tanto…
A necessidade que se me cria chama-te,
Chama-te com o dissabor de não poderes responder ao apelo: Vem!
Mas tu não vens agora e o agora passou
Mas a necessidade ficou, a saudade aumentou, o pensamento em ti intensificou




E eu digo: Espero por ti!